Nelsinho e as baratas
Nelson Bortolin, conhecido pelos amigos como “Nelsinho” ou “Nérso”, é editor de Política do Jornal de Londrina, no qual trabalhei entre 1999 e 2004. Tive o privilégio de trabalhar com ele e, mais ainda, de vê-lo começar no jornalismo diário. Sempre competente, de um senso ético rigoroso e muito idealista, Nelsinho também é famoso por ser extremamente distraído. E porque sempre acontecem com ele aquelas coisas inacreditáveis, que a gente acha que não podem ser de verdade.
Uma das histórias mais engraçadas do Nelsinho é anterior ainda ao Jornal de Londrina. Aconteceu quando ele assessorava o Sindicato dos Professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Entidade bastante aguerrida e dominada pelas mulheres.
Nelson Bortolin, conhecido pelos amigos como “Nelsinho” ou “Nérso”, é editor de Política do Jornal de Londrina, no qual trabalhei entre 1999 e 2004. Tive o privilégio de trabalhar com ele e, mais ainda, de vê-lo começar no jornalismo diário. Sempre competente, de um senso ético rigoroso e muito idealista, Nelsinho também é famoso por ser extremamente distraído. E porque sempre acontecem com ele aquelas coisas inacreditáveis, que a gente acha que não podem ser de verdade.Uma das histórias mais engraçadas do Nelsinho é anterior ainda ao Jornal de Londrina. Aconteceu quando ele assessorava o Sindicato dos Professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Entidade bastante aguerrida e dominada pelas mulheres.
Certa noite, Nelsinho foi dormir na casa de um amigo. Foi de bicicleta, mochila nas costas, estilo bicho-grilo que cultivava. Durante o dia, o prédio do amigo tinha passado por uma dedetização, mas, à noite, tudo já parecia tranqüilo.
Mas não para as baratas.
Na calada da noite, os bichinhos terríveis encontraram na mochila aberta do Nelsinho um ninho mais seguro. E algumas dezenas delas acabaram se abrigando lá dentro.
No dia seguinte, Nelsinho acordou atrasado e saiu pedalando sob o sol quente de Londrina para uma reunião com a diretoria do Sindicato. Na correria, mal teve tempo
de fechar a mochila ao sair.A reunião já tinha começado quando ele chegou. Sentou-se à mesa, pegou o bloquinho de notas e a caneta, e deixou a mochila do lado. Não mais do que de repente, a primeira baratinha, sentindo-se segura, botou as anteninhas pra fora e deu alô. A mulherada levantou e ficou olhando torto para Nelsinho, que sorriu amarelo sem saber como explicar aquilo.
Não dava tempo mesmo: o batalhão de baratas começou, então, a sair, criando um verdadeiro pandemônio e interrompendo definitivamente a reunião. E as professoras saíam correndo, imaginando que Nelsinho, ou era algum maluco sujismundo criador de baratas, ou um tipo de terrorista malévolo patrocinado pelo governo.
