Lâminas
(Início da série de posts “INCONSCIÊNCIAS”)
O braço em movimento de pêndulo gira como um compasso e a lâmina penetra a carne mole e desprotegida da barriga. Uma, duas, três, quatro estocadas. A mão entra e sai, num exercício repetitivo de quase volúpia.
Lúcia suspira. Já não dói. O corpo cai. Romildo deixa a faca no chão, olha horrorizado e sai pela porta. A vista apaga.
(Continua na série de posts “INCONSCIÊNCIAS”)

