Continuando a série sobre os poetas do jornal A TARDE, aqui vai um poema de Sílvio Ribas, nosso correspondente em Brasília. Sílvio, que já lançou o livro Dicionário do Morcego, tratado sobre Batman, assunto no qual ele é um dos maiores especialistas no Brasil. Pois aqui vai um poema tirado do livro (ainda em projeto) que Sílvio me mandou, chamado Malabares.

Em ti me resto
Pessoas são pessoas e p(r)onto.
A dependência é o mau-bom-costume de tê-las por perto.
O que é ser pessoal?
O que é ser impessoal?
Só minto para ter o ombro dela por perto.
Somente uma pessoa conseguiu retirar-me da fria sombra.
Receio responder perguntas que afastam.
Careço colocar-me no palco do aconchego.
Seu sorriso: a chave que abre minha porta.
Seu abraço: píer que acolhe minha canoa.
Sua atuação: o mérito que não mereço.
Para responder se sou pessoal ou impessoal.
Então me resto, amor.
Em amor confi(n)ado sou completado.
Sílvio Ribas
Pessoas são pessoas e p(r)onto.
A dependência é o mau-bom-costume de tê-las por perto.
O que é ser pessoal?
O que é ser impessoal?
Só minto para ter o ombro dela por perto.
Somente uma pessoa conseguiu retirar-me da fria sombra.
Receio responder perguntas que afastam.
Careço colocar-me no palco do aconchego.
Seu sorriso: a chave que abre minha porta.
Seu abraço: píer que acolhe minha canoa.
Sua atuação: o mérito que não mereço.
Para responder se sou pessoal ou impessoal.
Então me resto, amor.
Em amor confi(n)ado sou completado.
Sílvio Ribas
