Mostrando postagens com marcador Angeli. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Angeli. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

IMPERTINÊNCIAS 8


Pós-Carnaval




Esta é uma das minhas tiras preferidas. Principalmente pelo nome do caranguejo.

Sempre fui fã de tiras, gosto de quase tudo, de Calvin a Mafalda, de Hagar às cobras do Veríssimo. Mas o que eu mais gosto mesmo é da fase brasileira dos anos 1980 e início dos 90, com Los Três Amigos Angeli, Glauco e Laerte e outras figuras como o Gonzales, Adão, Spacca et alii.

Não dá para deixar de citar também o mestre Ziraldo, com quem tive o prazer de tomar alguns porres quando trabalhava em Londrina. Uma referência como artista, como humorista, como escritor, como jornalista e como ser humano.

E não posso esquecer também dos colegas de A TARDE, Cau Gomez e Simanca. Talentosos, reconhecidos e duas figuras fantásticas. Também tive o prazer de tomar alguns porres com eles. São dois caras muito engraçados.


Cau e a Megasena
Uma das histórias mais engraçadas do jornal A TARDE é a de Cau Gomez e a Megasena. Parece coisa de comédia de cinema.
Aconteceu mais ou menos assim: Cau tinha jogado na Mega e não tinha conferido o resultado. O prêmio era dos gordos, acumulados. Aí ele passou numa casa lotérica e pegou um daqueles impressos com o resultado, que se parecem muito com o volante dos jogos.
Na hora em que ele foi conferir, não conseguia encontrar o volante do jogo. Procurou, procurou e acabou se confundindo e pegando o impresso com o resultado. Entrou na internet e pronto!!! Estava tudo lá: os seis números certinhos. Inacreditável.
Mineiro tranqüilo, Cau conseguiu conter a euforia e falou para alguns amigos e colegas mais próximos. Ligou para a namorada e pediu para ela largar tudo o que estava fazendo. Foram para casa e ele, depois de algum tempo fazendo suspense, contou a novidade. Comemoraram bastante, fizeram planos e gastaram alguns milhões mentalmente.
Passado algum tempo, a namorada quis dar uma conferida nos números, só para se certificar de que todo aquele sonho era realidade. Entrou na internet, olhou os números e realmente viu que eram os mesmos. Conferiu ainda uma vez mais e, de repente, notou alguma coisa estranha:
- Mas Cau, esse aqui não é volante de jogo, é de resultado...
Uma ducha de água fria e a sensação de alguns milhões de reais voando pela janela.
No dia seguinte, de manhãzinha, com a cabeça ainda latejando da ressaca dos sonhos que se desmancharam abruptamente no ar, Cau atende o telefone. Do outro lado da linha, Simanca, com aquele inconfundível sotaque cubano.
- Cau, o número da minha conta no banco é...


(Adendo: hoje, por sinal, é aniversário de Cau Gomez).